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Dia Mundial de Combate à Aids – Preconceito X Atitude!

Dia Mundial de Combate à Aids – Preconceito X Atitude!

Dia Mundial de Combate à Aids – Preconceito X Atitude!

Um laço vermelho ficou mundialmente conhecido em 1987. Com apoio da ONU (Organização das Nações Unidas), O Dia Mundial de Combate à Aids foi instituído por iniciativa da Assembleia Mundial de Saúde. No Brasil, a data entrou em vigor no ano seguinte.

Há quase 30 anos o mundo inteiro se mobiliza em prol da solidariedade e do comprometimento pela causa.

 

Cenário da Aids no Brasil

O último boletim epidemiológico da doença (2014) mostra o seguinte cenário da doença no Brasil:

– O Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais estima aproximadamente 734 mil pessoas vivendo com HIV.

– A maior concentração dos casos de aids no Brasil está entre os indivíduos com idade entre 25 a 39 anos em ambos os sexos; entre os homens, essa faixa etária corresponde a 54,0% e entre as mulheres 50,3% do total de casos.

– A maior concentração dos casos de aids no Brasil está entre os indivíduos com idade entre 25 a 39 anos em ambos os sexos; entre os homens, essa faixa etária corresponde a 54,0% e entre as mulheres 50,3% do total de casos.

– A distribuição dos casos por região é de: 54,4% no Sudeste, 20,0% no Sul, 14,3% no Nordeste, 5,8% no Centro-Oeste e 5,4% no Norte.

– A taxa de detecção de aids no Brasil tem apresentado estabilização nos últimos dez anos, com uma média de 20,5 casos para cada 100 mil habitantes. Entre os homes, a taxa teve um aumento de 4,3%. Entre as mulheres, a tendência é contrária, representando uma queda de 14,0%.

Para conferir todos os dados, clique aqui.

Em breve, o boletim epidemiológico de 2015 deve ser publicado. Fique atento!

 

Próximos passos

Uma meta ambiciosa foi definida: o fim da epidemia de AIDS até 2030, no mundo inteiro. Para atingir este objetivo, a resposta global ao HIV deve ser urgentemente acelerada. Em outubro de 2015, o UNAIDS apresentou uma nova estratégia, o tratamento 90-90-90, para o período de 2016-2021. Este programa prevê que, até 2020: 90% das pessoas vivendo com HIV estejam diagnosticadas; 90% destas pessoas estejam em tratamento; e que 90% delas tenham a carga viral indetectável.

 

Preconceito

Mesmo após 30 anos de luta contra a Aids, de forma geral, as pessoas ainda acreditam que é possível ser contaminado através de abraço, beijo, tosse, espirro, suor e lágrima ou compartilhando roupas, calçados, copos e talheres.

O reflexo do preconceito vivido pelos soropositivos impede que eles procurem informações, serviços, realizem exames e tratamentos. O estigma também dificulta a adoção de comportamentos mais seguros, já que as pessoas receiam de que sejam levantadas suspeitas em relação ao seu estado sorológico.

O medo da violência sofrida por portadores da doença desencoraja pessoas que vivem com o HIV a revelar a verdade até mesmo aos familiares e parceiros sexuais, além de prejudicar sua capacidade e vontade de acessar e aderir ao tratamento.

Assim, o estigma e a discriminação enfraquecem a possibilidade de pessoas se protegerem do vírus e dos portadores se manterem saudáveis, resultando em grandes consequências na qualidade e expectativa de vida.

Em 2013, foi lançada mundialmente a iniciativa Zero Discriminação que tem como meta combater qualquer estigma relacionado a origem, orientação sexual, identidade de gênero, sorologia para o HIV ou raça e etnia. A borboleta da campanha – símbolo de um processo de transformação – representa o compromisso em assumir um comportamento aberto à diversidade e à tolerância.

 

Fontes:

http://zerodiscriminacao.org.br/

http://unaids.org.br/

http://www.aids.gov.br/

 

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