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Entenda o surto de febre amarela

Entenda o surto de febre amarela

Entenda o surto de febre amarela

A febre amarela voltou a assustar os brasileiros. Até meados de janeiro, 40 mortes foram registradas pelo Ministério da Saúde, sendo 38 no estado de Minas Gerais e 2 em São Paulo, nas cidades de São José do Rio Preto e Ribeirão Preto.
Diferente do que muitos imaginam, pelo menos desta vez, o vilão não é o Aedes Aegypti, conhecido por transmitir dengue, zika e chikungunya.

Os casos registrados até o momento foram em regiões rurais ou de mata, transmitidos pelos mosquitos Haemagogus ou Sabethes, por isso a doença é conhecida como febre amarela silvestre ou selvagem. O Aedes Aegypti também transmite a mesma doença, porém ele está presente em áreas urbanas.

“A pessoa que vive dentro da cidade, em São Paulo por exemplo, não precisa entrar em pânico, mas é verdade que todo mundo tem que receber pelo menos uma dose da vacina […] De maneira que, sem dúvida alguma, pessoas que têm contato com área rural ou silvestre precisam estar vacinadas”, disse Marcelo Simão, consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia.

Febre amarela: Imunização

A vacina está indicada para crianças com mais de 9 meses e adultos com menos de 60 anos. Bebês de 9 meses podem tomar a primeira dose e um reforço aos 4 anos de idade. Para os adultos, 2 doses, com intervalo de 10 anos, são suficientes para imunizar. As pessoas com mais de 60 anos podem receber a vacina, desde que indicada pelo médico.

Quem não sabe ou não lembra se tomou a vacina pode tomar outra dose desde que esteja no grupo recomendado e não tenha nenhuma contraindicação.

Em ambos os tipos de febre amarela – urbana e silvestre – a doença é transmitida apenas pelos mosquitos infectados (Aedes aegypti e Haemagogus) e, também, só se a pessoa picada não estiver imunizada pela vacina. A doença não é transmitida de pessoa para pessoa.

Quem não pode tomar a vacina?

Por causar reações, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não recomenda a vacina para pessoas com doenças como lúpus, câncer e HIV, devido à baixa imunidade, nem para quem tem mais de 60 anos, grávidas e alérgicos a gelatina e ovo.

Sintomas da febre amarela

A doença se torna aparente de três a seis dias após a infecção, de acordo com o Ministério da Saúde. Os sintomas iniciais são febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza.

Depois de uns dois ou três dias as pessoas podem melhorar ou evoluir para as formas mais graves, com acometimento do fígado e dos rins. Aí aparece a icterícia e sinais de hemorragia como sangramentos de mucosas. Felizmente as formas mais graves são mais raras e a maioria dos pacientes evolui para a cura. Quem teve a doença fica imune para o resto da vida.

Onde se vacinar

O site da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo disponibiliza uma lista com todos os hospitais e UBS que oferecem a dose gratuitamente. Porém, ligue para a unidade mais próxima para confirmar se a vacina está em estoque. Clique aqui e conheça os postos de vacinação na capital. Para verificar em outras regiões, basta escolher a cidade de interesse no combo que está no início da página.

Por causa do surto repentino em Minas Gerais, a maioria das clínicas particulares está com a dose vacinal em falta e sem previsão de reabastecimento.

Fonte: Programa Bem-Estar e Fundação Oswaldo Cruz

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