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Motorista Uber: o perfil do seu seguro foi adaptado para a atividade?

Motorista Uber: o perfil do seu seguro foi adaptado para a atividade?
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Motorista Uber: o perfil do seu seguro foi adaptado para a atividade?

Os novos serviços de transporte urbano, como o Uber, vieram para ficar. Com diferentes modalidades disponíveis para atender aos públicos distintos, em fevereiro de 2016, mais de 10 mil motoristas já estavam cadastrados no Uber em 7 cidades (São Paulo, Rio, Porto Alegre, Belo Horizonte, Brasília, Campinas e Goiânia), foi o que informou Andrew MacDonald, gerente regional para o Brasil, na época. Naturalmente, este número aumentou, já que a empresa cresce 30% ao mês no país.

Além do Uber, outros aplicativos chegaram este ano também, Cabify, WillGo, Televo, EasyGo, e alguns já oferecem serviços de corrida compartilhada, como é o caso do EasyShare. Ou seja, tem muita gente interessada em ganhar um dinheiro extra nas horas vagas e, até mesmo, se dedicar em tempo integral ao serviço que veio em boa hora, aliviando o desemprego em época de crise.

Porém, o motorista deve tomar providências quanto ao seguro do veículo para adequá-lo ao serviço, por exigência do aplicativo. Confira nossas dicas:

Enquadramento do perfil do seguro

Ao se tornar um parceiro do Uber a seguradora deve ser avisada. É necessário atualizar o perfil do condutor que deixa de ser definido como comum (uso esporádico, ida e volta do trabalho, passeio) e passa a utilizar o carro para fins comerciais, com riscos diários maiores. A partir de agora, o veículo será utilizado para transportar pessoas em locais e condições muito diferentes das anteriores.

Como esse tipo de transporte urbano é relativamente novo, nem todas as seguradoras aceitam carros deste segmento, isso quer dizer que talvez seja necessário cancelar o seguro atual e recorrer a outra seguradora. Em contrapartida, algumas já tem até campos específicos no formulário (transporte de pessoas por aplicativo) e a maioria aceita enquadrar o veículo como utilização comercial – as regras variam entre os prestadores de serviço, o mercado ainda está se adaptando a nova realidade.

Manter o veículo no enquadramento incorreto do perfil compromete a cobertura. Você deixará de receber indenização em caso de sinistros.

Peça ao seu corretor para orçar as seguradoras disponíveis para seu veículo o quanto antes. As novas coberturas só estarão vigentes após Proposta de Endosso de Alteração emitida e protocolada na seguradora.

Coberturas

A partir do momento em que se passa a usar o carro para fins comerciais, o seguro compreensivo ou seguro total – aquele que cobre roubo, furto, incêndio, alagamento e colisões com perda total ou parcial – deixa de ser suficiente para o Uber, pois o veículo é exposto a riscos maiores e o fluxo de passageiros no dia a dia é grande.

É obrigatório acrescentar à apólice a cobertura de Acidentes Pessoais de Passageiros, conhecida como APP, para proteger não somente o motorista e seu veículo, mas também as outras pessoas que estiverem no carro. Essa cobertura permite uma indenização de no mínimo 50 mil reais por passageiro para despesas médico-hospitalares, invalidez total ou parcial e casos onde ocorram mortes.

Há quem confunda a cobertura APP com o seguro para terceiros ou cobertura de Responsabilidade Civil (RCF). A diferença é que o primeiro cobre danos corporais e materiais apenas para os que estão dentro do carro segurado. Já a cobertura do seguro para terceiros – também para danos corporais e materiais – é oferecida para pessoas que estejam fora do carro, além de assistência 24 horas.

A combinação das três coberturas mostradas acima é o modelo ideal para quem usa o carro como ferramenta de trabalho e vive exposto aos perigos de grandes metrópoles.

Considerações finais

– A má notícia é que com as mudanças o seguro tende a ficar em média 28% mais caro.

Não é permitido contratar o seguro para taxi, já que a definição das empresas tipo Uber é serviço de tecnologia. Além disso, os motoristas não são funcionários, são parceiros de negócio, ou seja, eles são responsáveis pela contratação do seguro adequado ao seu veículo.

– Outro empecilho para a liberação da indenização é a falta de pagamento do seguro DPVAT do ano corrente antes da ocorrência do sinistro, ou seja, é obrigatório apresentar o bilhete quitado para que a cobertura do seguro tenha validade.

– Quem usa o carro como forma de trabalho deve ter uma CNH específica para quem exerce atividade remunerada (EAR). Confira a sua para ver se está dentro da regulamentação!

– A plataforma do Uber tem suas próprias exigências. Uma delas é que o nome do motorista parceiro conste em todos os documentos do seguro e que ele seja o principal condutor. Estas regras são verificadas pela equipe do Uber e são de responsabilidade do motorista.

Só para reforçar, ao omitir informações para a seguradora fica impossível garantir a indenização quando o serviço for solicitado. Fique em dia com seu carro e dirija tranquilo!

Nossa equipe está à disposição para mais esclarecimentos.
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