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BENEFÍCIOS DE SAÚDE – O MAIOR DESAFIO DOS RHs PARA OS PRÓXIMOS 2 ANOS

BENEFÍCIOS DE SAÚDE – O MAIOR DESAFIO DOS RHs PARA OS PRÓXIMOS 2 ANOS

SAÚDE: O MAIOR DESAFIO DOS RHS PARA OS PRÓXIMOS 2 ANOS

O Brasil está em meio a uma séria crise econômica. O cenário mundial está muito ruim e isso deverá agravar ainda mais nossa já combalida situação.

Parece ser consenso entre economistas das diversas alas políticas e partidárias que teremos pelo menos mais dois anos de recessão, restando às empresas administrar com determinação e rigidez seus recursos humanos e financeiros no mínimo até 2017.

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Entendo que este é o momento ideal para revisitar investimentos e, principalmente, despesas. Não há como não envolver todas áreas da empresa para elaborarem um forte exercício de reorganização dos seus orçamentos.

Recursos Humanos, em especial, tem um papel fundamental neste processo. É sabido que por particularidades de nossa história de desenvolvimento econômico e de relações de trabalho, o governo criou ao longo de décadas um grande volume de encargos trabalhistas, bem como a transferência de responsabilidades, que seriam do Estado, para as empresas. Uma destas atribuições “delegadas” foi a de prover assistência médica aos colaboradores e seus dependentes.

Aproximadamente 25 %, ou seja, 50 milhões de brasileiros são atendidos por planos de saúde privados e, grande parte desta conta, 60%, é assumida pelas empresas de forma direta – através de planos empresarias – ou indireta, pelo recolhimento de impostos e encargos diretamente em suas folhas de pagamentos.

Sabemos que os custos de assistência médica são descolados de qualquer índice inflacionário, pois dados recentes da Revista Exame (edição 1090, de 27/05/2015) mostraram que a inflação médica dos últimos 5 anos superou em pelo menos 50% os índices oficiais de inflação.

Outras pesquisas indicam um índice de inflação médica de 18,09% em 2015, superando os 16,12% registrados em 2014. Este valor é 2,5 vezes maior que o estimado para a inflação geral do País, projetada em 7,01% pelo último Boletim Focus, e supera também a média mundial orçada em 10,15%. 

Este cenário ruim não é privilegio nosso, pois se repete em outros países como Estados Unidos, França, Itália, Espanha e Portugal. O desafio é grande e afeta empresas nacionais e multinacionais e acreditem, não há mágica capaz de resolver esta situação. Só com gestão especializada, competente e determinada será possível superar esta situação até que novos ares de desenvolvimento econômico soprem em nosso pais.

Agora é o momento de rever modelos, políticas e custos dos benefícios empresariais, pois há ampla consciência da gravidade do cenário econômico atual que é compartilhada por todos – empresas, funcionários, sindicatos, opinião pública e governo. Trata-se de uma janela de oportunidades.

Com um novo olhar sobre os benefícios, é possível obter um saving de até 25% em seus budgets, sem prejuízo da qualidade de rede, operacionalização e do atendimento dos planos.

Flavio De Marco foi diretor de Recursos Humanos do BankBoston e trabalhou 17 anos no mercado financeiro. Estruturou e gerenciou uma unidade internacional de RH sediada em Miami-USA. Em 2013 e 2014 foi head de Recursos Humanos no grupo Ecorodovias. Hoje, é sócio-diretor da Partner Benefícios, uma consultoria diferenciada, focada em soluções criativas e customizadas.

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