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Um surto de caxumba está no ar. E agora?

Um surto de caxumba está no ar. E agora?

Um surto de caxumba está no ar. E agora?

Mais uma epidemia está atingindo a população. Agora é a vez da caxumba. Desde janeiro, diversos estados tiveram um aumento expressivo de contágios. Só na cidade de São Paulo, por exemplo, foi registrado um crescimento de 500% dos casos em relação ao mesmo período – janeiro a junho – de 2015.

Por que um surto de caxumba?

Ao contrário do que se pensa, a maior parte dos atingidos são adolescentes e jovens adultos. Por isso, os infectologistas acreditam que o motivo seja a imunização incompleta de parte da população.

Antigamente, a imunização da caxumba, assim como da rubéola e do sarampo, era feita em dose única pela aplicação da vacina tríplice viral. A partir de 2006, uma dose de reforço foi implementada no calendário de vacinação e deve ser tomada um mês após a aplicação da primeira picada.

O problema é que o SUS só disponibiliza as duas doses para quem tem entre 1 e 19 anos. Quem tem idade entre 20 e 49 anos e quiser se imunizar em UBSs e hospitais públicos, poderá tomar apenas a primeira dose. Ou seja, para ficar completamente imunizado, deve-se procurar por clínicas particulares.

Sintomas

A caxumba é uma doença caracterizada principalmente pelo inchaço das glândulas que produzem saliva e ficam nas laterais do pescoço, abaixo da mandíbula. Outros sintomas são febre, calafrios, dores de cabeça, musculares e ao mastigar ou engolir, além de fraqueza. Apesar dos pesares, em geral, ela é benigna. Somente em casos extremos, complicações como inflação nos testículos, inflamação nos ovários, meningite viral e surdez podem ocorrer.

Transmissão

Mais comum no inverno e na primavera, a caxumba é transmitida de pessoa para pessoa pela saliva contaminada. Deve-se evitar compartilhar talheres, pratos, copos, além de respirar muito perto e beijar quem está com a doença.

Quem já está infectado pode contaminar outros sem querer, já que de 3 a 6 dias antes dos sintomas aparecerem ela já é transmissível e permanece contagiosa por 7 a 10 dias depois que iniciarem. O período de incubação (tempo até o início dos sintomas) dura de 2 a 3 semanas.

Tratamento

Não há um remédio específico. Abaixo algumas recomendações para aliviar dores e mal-estar até que o próprio organismo combata o vírus:

– Repouso absoluto até que a febre vá embora
– Isolamento para evitar que a doença seja transmitida a outras pessoas
– Em caso de dor, algum medicamento analgésico, como paracetamol
– Compressa quente ou fria para aliviar a dor
– Preferência por alimentos que não exijam muita mastigação como sopas e purês
– Alimentos ácidos, como frutas cítricas ou sucos, devem ser evitados pois estimulam a produção de saliva
– Ingestão frequente de líquidos

Fontes: Revista Isto É, site Minha Vida, site Bem Estar

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